sexta-feira, 23 de setembro de 2016

E quando o psicólogo ou psiquiatra morre… por suicídio?


Talvez este seja o tabu dos tabus. Mas seria isso realmente possível? A própria existência deste texto dissolve qualquer dúvida em potencial. Um assunto delicado que envolve muitas questões, sobre as quais não se discute na formação em psicologia ou em psiquiatria. Se esta discussão existe, no entanto, trata-se então de algo completamente isolado e não-representativo. A máxima do conhecimento popular “médico, cura-te a ti mesmo!” também se estende ao campo da saúde mental, alimentando e mantendo escondida uma problemática que envolve famílias, clientes, alunos, empregadores e colegas. Numa pesquisa sobre a reação dos pacientes frente à morte do psicoterapeuta por suicídio, os pesquisadores estadunidenses Reynolds, Jennings e Branson (1997) encontraram diferentes tipos de manifestação, incluindo a negação do tipo de morte (alguns pacientes se recusaram a acreditar na causa do óbito, atribuindo a este outras causas como acidente automobilístico ou assassinato), reações de raiva e decepção, descrença na psicoterapia, episódios depressivos, e até mesmo ideações suicidas entre os pacientes. Mas o que envolve o suicídio de um psicólogo ou psiquiatra?

A pesquisa sobre suicídio entre esses profissionais é bastante escassa. Não apenas pelo tabu em si; mas pela alta complexidade envolvida no desenvolvimento deste tipo de investigação. Se a pesquisa geral sobre comportamento suicida traz consigo dificuldades (relacionadas ao sub-registro de casos, respostas não genuínas às questões das pesquisas, por exemplo), as complicações sobre o exame deste tema entre profissionais de saúde mental são ainda maiores. A primeira delas diz respeito ao ditado popular mencionado acima. Como pode um profissional cuidar da saúde emocional de seu cliente se a sua própria não vai bem? Trabalhando com esta temática (a saúde mental do profissional de saúde mental), Munsey (2006) sugere dois tipos de contextos envolvidos no “mal-estar” de um psicólogo ou psiquiatra: a dificuldade e o prejuízo. Na dificuldade, o profissional vivencia intenso stress não prontamente solucionável, afetando seu bem-estar e funcionamento, provocando interrupções no raciocínio, no humor e em outras áreas da saúde. No prejuízo, o profissional passa por uma situação mais intensa que compromete seu funcionamento profissional a ponto de trazer mal-estar ao seu cliente ou tornar seus serviços ineficazes.

Em um artigo publicado na revista The Psychologist da Sociedade Britânica de Psicologia, Patrick Larsson (2012) listou uma série de publicações com dados sobre suicídio entre psicólogos nos Estados Unidos: Deutsch (1985) descobriu que em uma amostra de 264 psicoterapeutas alunos de mestrado e doutorado, 2% reportaram tentativas de suicídio. Em outra pesquisa com pouco mais de 800 psicólogos, Pope e Tabachnick (1994) demonstraram que 29% reportaram ideações suicidas, e 4% afirmaram ter tentado tirar a própria vida. Investigando sobre depressão entre 425 profissionais da psicologia, Gilroy e sua equipe (2002) mostraram que 21% dos entrevistados reportaram ideação suicida passiva, 18% ideação suicida sem plano, e 3% indicaram ideação suicida com plano de execução. Por trás desses números, esconde-se a pressão social sobre o profissional para manter-se “congruente com o que prega” e a consequente negação de problemas emocionais mais sérios. Junto a isso, psicólogos e psiquiatras frequentemente retém informações clínicas importantes e não as compartilham com seus próprios terapeutas ou com colegas (Pope & Tabachnick, 1994). É frequente haver a divisão entre “nós”, os psicólogos/psiquiatras, e “eles”, os clientes/pacientes, o que também pode oportunizar e reforçar uma forma de negligência do próprio estado de saúde mental do profissional.

Ao mesmo tempo, o estigma e julgamento social envolvidos no “mal-estar” do profissional pesa sobre ele como um fracasso: “sou uma contradição! Ajudo na transformação da vida de outras pessoas, as auxilio em seu desenvolvimento emocional e comportamental, mas não posso ajudar-me!”. A busca por ajuda pode ser interpretada pelo profissional que sofre como humilhação e uma declaração aberta de seu suposto fracasso ou incongruência. Sabe-se que uma das razões mais comuns de psicólogos e terapeutas não admitirem sofrer depressão ou ideações suicidas está relacionada ao medo da censura profissional (Deutsch, 1985).

Todas essas questões dificultam muito a intervenção e prevenção do suicídio entre trabalhadores da saúde mental. DeAngelis (2011) sugere que algumas medidas deveriam ser tomadas para prevenir o suicídio entre psicólogos [e psiquiatras]: (1) treinamentos sobre risco e prevenção ao suicídio deveriam ser incluídos nos cursos de formação e qualificação de profissionais de saúde mental; (2) melhoraria no treinamento dos profissionais qualificados não somente no gerenciamento do comportamento suicida com clientes, mas também em métodos de intervenção com colegas que eventualmente estejam vivenciando dificuldades; (3) tornar habitual a discussão sobre os desafios envolvidos em ser um psicólogo; (4) melhorar o ensino sobre estratégias de como lidar com possíveis casos de morte de colegas por suicídio; (5) criar grupos de suporte profissional a fim de reduzir o isolamento inerente ao exercício da profissão.

Tema difícil. Tema delicado. Mas da mesma forma como incentivamos a população a falar sobre suicídio, devemos também iniciar um diálogo dentro da psicologia e da psiquiatria sobre a problemática que pode estar do outro lado do sofá de um consultório. Claro, esta é uma tarefa que cabe aos colegas de profissão, (família e amigos, se possível), exclusivamente. Da mesma forma como há trabalho lá fora, há também dentro da categoria profissional, e tais questões não podem mais ser poupadas em nome da imagem social de seres “intocáveis”.


APA (6th Edition):
Zortea, T. C. (2015, Setembro 22). E quando o psicólogo ou psiquiatra morre… por suicídio?. [Web log message] Recuperado de: http://comportamentoesociedade.com.

domingo, 21 de agosto de 2016

A geração dos imaturos para sempre


Estamos vivendo um movimento que lembra a força de uma epidemia. Vivemos cercados de pessoas acometidas por uma espécie de mistura de “Síndrome de Peter Pan”, com “Complexo de Cinderela”, mais uma pitada de “Jeito Pateta de ser” e um tiquinho de “Meu sonho é morar na Disney”. Isso até seria engraçado, se não fosse assustador. E trágico.

Há pessoas que simplesmente não encontram o caminho da maturidade. E nem é que não queiram crescer ou estejam perpetuando a adolescência para além dos trinta, quarenta ou cinquenta anos porque decidiram que é assim que tem que ser. Não! Nada disso!

Simplesmente não sabem como fazê-lo. Existe uma legião de perdidos num limbo da infância emocional eterna, alimentados por um estilo de educação familiar que não percebe o quão danoso pode ser a qualquer um de nós, ser poupado a todo custo de sofrer frustrações, de lidar com as negações, de enfrentar a vida por si mesmo.

Há milhares de famílias, que vão desde os menos favorecidos até os mais abastados, que insistem em criar seus filhos como se eles – os pais – fossem durar para sempre. Alimentam suas crianças e jovens com infinitas mamadeiras de dependência emocional, sob o pretexto de garantir que seus rebentos sejam absolutamente felizes, sempre felizes, todos os dias, o tempo todo.

O resultado de tamanha alienação é a ocorrência de meninos e meninas, que serão meninos e meninas para toda a eternidade. Recém-nascidos para sempre, que esperneiam quando algo não sai do jeito que esperavam. Que amarram a cara, quando não são imediatamente atendidos. Que não fazem a menor ideia de como todas as coisas que os cercam vão parar em suas mãos.

Meninos e meninas com vida sexual ativa. Meninos e meninas que não sabem dar importância ou valorização para a formação acadêmica. Meninos e meninas que chegam à vida adulta, sem ter a menor ideia do quanto de dinheiro é necessário para mantê-los. Meninos e meninas que se consideram adultos o suficiente para beber, para fumar, para amanhecer na rua e voltar para suas casas a hora que bem entenderem. Alguns com carteira de motorista em mãos, mas sem juízo suficiente para sentar-se atrás de um volante ou no banco de uma moto. Muitos, sem nenhuma noção de compromisso e responsabilidade. Perdidos.

E, não, não estou falando que as pessoas precisam viver de forma rígida e azeda. Não estou falando que é proibido ser alegre. Não se trata de não ter o direito de ser criança, ou jovem e se divertir e aproveitar essas fases tão maravilhosas e absolutamente necessárias para que um dia, surja um adulto inteiro.
O grande nó para o qual eu convido a uma boa reflexão é o fato de que estamos assistindo passivamente a inúmeras crianças e incontáveis jovens, sendo privados da experiência fantástica que é passar por essas fases e estar disposto a entrar em outras. Outras fases, tão ricas e bonitas quanto são aquelas pelas quais passamos em nossos anos iniciais.

Crescer é um direito! Amadurecer é tomar posse da própria vida. É ter a chance de fazer escolhas. É experimentar o prazer de andar com as próprias pernas. E errar. E acertar. E tentar outra vez, outra coisa, de outro jeito. Tenhamos a amorosidade necessária para abrir mão de congelar nossos filhos num tempo em que, depois de um tempo, o que era encantador certamente será ridículo. Tenhamos a sabedoria para dar a mão às nossas crianças na travessia da vida, sabendo que vez ou outra é com as mãos livres que se deve andar.


Por Ana Macarini


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Diferença Entre Querer Morrer e Querer Que a Dor Pare


Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse: a dor que rodeava e apertava meu peito, o peso que envolveu meu cérebro na sombra, a agonia que transformou todo o mundo em escuridão.

Eu precisava disso para cessar a dor.

Não foi um grande trauma que me convenceu que a morte era a minha única opção, mas uma série interminável de pequenas dores que roubaram a minha esperança. A pressão da vida quotidiana tornou-se um assalto implacável: uma mão pesada sobre meu ombro que me esmagava.

Uma manhã eu tive uma discussão menor com meu marido e, como diz o  provérbio sobre colocar mais lenha na fogueira, essa discussão me deixou em pedaços.

E então eu decidi que tinha apenas uma escolha que fazia algum sentido. Senti que todo mundo estaria melhor sem mim.

Eu fiz um plano. Eu escrevi cartas para a minha família. Chorando, telefonei para o meu amado irmão para dizer adeus.

Entretanto, levou poucos momentos para ele compreender o que eu estava fazendo e, em seguida, rapidamente, ele entrou em ação. Ele me cortou, desligou na minha cara e chamou meu marido imediatamente.

Meu marido correu de seu prédio de escritórios e, frenético, me procurou usando um aplicativo em seu telefone. Ele chamou um policial. Chamou a ambulância. Levou-me para o hospital.

Deram-me uma bebida lamacenta em um copo de papel enquanto eu estava deitada na maca, e eu chorei.

Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse.

A escuridão que eu tinha mergulhado era muito espessa. Eu não conseguia mais enxergar meus filhos.

Eu não conseguia mais enxergar a vida que eu tinha construído com o homem que eu havia escolhido 25 anos atrás. Eu não podia enxergar minha família, os irmãos que me conheciam desde o nascimento, os pais que me apoiaram desde antes que eu pudesse lembrar. Eu não podia enxergar meus amigos, que teriam ficado extremamente entristecido comigo se eu tivesse de deixá-los.

Eu não podia ver o amor.

Havia amor em volta de mim, mas esse amor foi empurrado pela escuridão, com força despejado de minha consciência pelo preto sufocante.

No hospital psiquiátrico, eu estava cercada por pessoas cujas experiências foram muito parecidas com o minha. Ouvi histórias familiares. Eu aprendi novas formas de lidar com a minha dor. Percebi que tinha opções. Mais importante, porém, vi que não estava sozinha.

Eu tenho ajuda.

Eu tenho um bom diagnóstico e fui colocada sob medicação que funcionou como um raio de luz no meu cansado cérebro, confuso. Isso não aconteceu da noite para o dia. Levou algum tempo para encontrar as doses certas e as prescrições corretas, mas eu perseverei. Eu mantive firmemente a esperança de que o antídoto certo para a escuridão poderia ser encontrado.

Eu não quero morrer.

Eu só queria que a dor parasse.

E ela parou.

Lenta, mas seguramente, com a terapia e o tempo, a dor parou.

Estou aqui hoje para lutar junto com você: Não desista.

Há uma razão para que você esteja lendo isso agora, neste exato momento no tempo. Esta é uma mensagem que você precisa ouvir. Você não está sozinha. O próprio mundo anseia para você ficar, anseia para você permanecer. A Terra está chamando. Ouça! Lá está, no calor dos raios do sol em cima de seu rosto virado para cima, na brisa fresca que acaricia sua pele, no canto de um pássaro, a maravilha de folhas e flores. A mensagem está lá para ouvir. A Terra está implorando para você não desistir.

Para toda escuridão há um facho de luz pelo qual é possível andar, basta apenas que os olhos sejam liberados do desespero.

Buscar. Falar com alguém. Há amor lá fora; há amor ao seu redor. Só porque você não pode sentir isso agora não significa que ele se foi. Não acredite na escuridão. Ele é uma mentirosa e uma ladra.
Estou feliz por estar aqui hoje.

A chuva cai e o sol brilha. Posso ver meus filhos rirem e chorarem e lutar e crescer. Meus pais estão agradecidos. Meu marido é cuidadoso. Meus irmãos me apoiam. Meus amigos me querem bem. Todo dia eu vejo o amor que eu não podia ver antes.

Eu acreditava nas mentiras que a escuridão me falou, e eu tentei tirar minha vida.
As vezes a vida ainda é uma luta. As vezes o amor parece desaparecer e parece estar longe. Há dias em que eu acordo desanimada e me sinto derrotada. Tem dias que eu ainda quero deixar este mundo (e todas as suas tribulações) para trás. Mas eu continuo colocando um pé na frente do outro, e eu agarro a esperança. Eu falo com os que me rodeiam. Eu tenho um boa noite de sono. Um novo dia amanhece. Eu me sinto melhor.

Eu não tinha que morrer para que a dor parasse.

Você também não tem que querer.


Texto original: The Difference Between Wanting to Die and Wanting the Pain to Stop / By Jennifer Wilson

sexta-feira, 24 de junho de 2016

FAZER PSICOTERAPIA? EU?


Nos dias atuais, é muito comum ver muitas pessoas cuidando bastante da aparência física como: ir a academia, fazer diversos tratamentos estéticos, cirurgias plásticas, entre outros. Não que isso seja errado, é muito importante se cuidar, quem não quer ter uma boa aparência? Mas é ai que entra o questionamento, será que damos a devida importância a nossa saúde emocional, como priorizamos outras coisas em nossas vidas? Muitas vezes empurramos os problemas para “debaixo do tapete” e quando nos damos conta já estamos sobrecarregados.

Um psicólogo pode ajudar bastante com a psicoterapia. Mas o que é psicoterapia? “A palavra PSICOTERAPIA vem de therapia- que significa tratar, cuidar e psic.(o) que se refere a mente, portanto, psicoterapia é um processo de busca de conhecimento e desenvolvimento pessoal e principalmente de ajuda.”. Infelizmente ainda há muitos mitos e resistências que rondam o tratamento psicológico, como: “quem procura psicólogo é doido” , “psicoterapia é só conversa fiada” ou ainda, “psicólogo é o mesmo que amigo”.

Um psicólogo escuta empaticamente o outro, aplicando técnicas psicológicas, acolhendo o sofrimento sem julgamentos ou influenciação de qualquer espécie. Mas para ter um processo terapêutico de sucesso, além de escolher um profissional ético e competente, o paciente também tem que procurar se ajudar, pois o terapeuta não consegue ajudar quem não quer ser ajudado, é como uma via de mão dupla. Um psicólogo não vai usar sua forma de compreender o mundo para com seus pacientes, pois a psicologia é uma ciência, e o cabe ao profissional treinado, orientar o paciente de acordo com sua abordagem terapêutica neste processo de autoconhecimento.

As causas mais frequentes na procura de um psicólogo são: transtornos de ansiedade, depressão e outros transtornos do humor, problemas familiares, traumas, fobias, dificuldades no relacionamento, orientação profissional, timidez entre outros. O fato de buscar ajuda psicológica não quer dizer que a pessoa é “louca” e sim que está em busca de alguém para ajudá-la a organizar suas emoções e pensamentos ; ele não vai “resolver seus problemas” , mas sim ajudá-lo a traçar um caminho, pois nem sempre se encontra respostas para tudo sozinho; infelizmente o estigma de doenças mentais é uma barreira que impede algumas pessoas de buscar tratamento adequado.

Procurar um psicoterapeuta não é um sinal de fraqueza, muito pelo contrário, é sim, um sinal de coragem, porque a partir do momento que fazemos a escolha de cuidar da nossa saúde emocional, estamos encarando um grande processo de mudança interna, que só irá trazer benefícios. Para se ter um bom andamento terapêutico é importante que o paciente se sinta seguro e confiante com o seu psicoterapeuta, e que haja empatia entre ambas as partes , porque um bom profissional sempre vai agir com ética e respeito com o outro e também com si próprio.

Encerro, com uma frase do psicólogo Bruno Rodrigues: “ em minha opinião ir ao psicólogo deveria ser tão comum como ir ao clínico geral, ao dentista, ao oftalmologista. Cuida-se dos dentes ,dos olhos e dos efeitos físicos, e esquece-se de cuidar das emoções, dos pensamentos, dos sentimentos, justamente o que o ser humano tem de mais sublime.”

terça-feira, 24 de maio de 2016

História de Jesus é Farsa Criada pelos Romanos

Criado pelos Romanos para enganar as massas, manipular as mentes...


Historiador americano afirma que a figura de Jesus foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. O pesquisador americano Joseph Atwill, que afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana, e diz ter encontrado novos dados que confirmam sua teoria. O historiador diz que um relato da Judéia do século I contém diversos paralelos entre Jesus e o imperador romano Tito Flávio. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Atwill afirma que essas confissões são clara evidência de que a história de Jesus é na verdade construída, ponta à ponta, baseada em histórias anteriores, mas especialmente na biografia de um César romano. James Crossley, da Universidade de Sheffield, diz ao jornal que a teoria de Atwill é como os livros de Dan Brown. "Esse tipo de teoria é muito comum fora do mundo acadêmico e são normalmente reservadas à literatura sensacionalista". "Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses", diz Atwill. O americano irá apresentar seus dados em uma palestra em Londres.

Segundo o pesquisador, a criação de uma figura foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. "As facções de judeus na Palestina da época, que aguardavam por um messias guerreiro profetizado, eram uma constante fonte de insurreição violenta durante o primeiro século", diz o historiador, "Quando os romanos exauriram os meios convencionais de anular rebeliões, eles mudaram para a guerra psicológica. Eles pensaram que o meio de parar a atividade missionária fervorosa era de criar um sistema de crença adversário. Foi quando a história do messias 'pacífico' foi inventada", diz Atwill. O pesquisador diz que, ao invés de encorajar a guerra, o 'messias' inspirava a paz e ainda dizia aos judeus darem a "César o que é de César" e, assim, pagar suas taxas para Roma. Atwill diz ter encontrado um relato de Flávio Josefo (historiador romano) sobre a guerra entre romanos e judeus. O americano argumenta que o texto contêm diversos paralelos entre o texto e o Novo Testamento.

A seqüência de eventos e localidades visitadas por Jesus Cristo segundo o texto bíblico é aproximadamente a mesma da campanha militar de Tito Flávio, imperador romano durante a guerra, afirma Atwill. O Daily Mail destaca, contudo, que Tito Flávio nasceu em 39 d.C. e morreu em 81 d.C., mas isso não muda nada, a historia desse imperador foi usada para criar a figura mítica de Jesus, que foi então abraçada, e propagandeada a partir de 300 d.C. pelo imperador Constantino.

Opinião minha pelo que ví, vivi, senti e pude perceber... Jesus é mais uma tática de dominação em massa, um personagem criado á partir da figura do que chamamos hoje de hippies, que por acidente acabou dando certo e dominou a mente de gerações e gerações de pessoas presas na terra. Diria que Jesus foi criado por uma das maiores mentes da história, porque seu legado vem destruindo e dominando seus seguidores e pelo visto a coisa só vai piorar. De fato, sua mensagem bondosa não poderia ser diferente, afinal ele é o tal filho do Deus de Israel então obviamente não veio para nada mais do que submeter a grande massa ao escravismo.

Engraçado que Jesus como Messias não cumpriu sequer nenhuma profecia , tudo que o novo testamento supõe que ele cumpriu está fora do contexto das profecias originais da Torah , até porque um salvador como os Judeus esperam é impossível. Não entendo porque tanta crença num ser tão nefasto e escravista, os crentes ficam lendo somente essa biblia com "mil" livros á menos e acham que sabem de tudo. No próprio Talmud Judaico está escrito que "Quando o Messias vier, cada Judeu terá 2800 escravos", outra citação : “No tempo do Messias, os judeus exterminarão todos os povos da terra.”

Em 1673, Bar Nachmani, no “Bammidhar rabba”, fol. 172, c. 4 e fol. 173, c. O Messias que eles esperam irá concluir a promessa de seu deus YHVH de que o “Povo escolhido” irá dominar toda terra. Obviamente que já se passaram tantos anos nessa espera que hoje em dia a maior parte dos membros do Judaísmo já deixaram de acreditar em tais escritos e, ou não praticam religião nenhuma, ou estão migrando para organizações mais amplas que englobam toda a humanidade e não só um grupo seleto.


Tenho pena, conheço judeus de perto, vejo que por conta dessa história milenar eles sofrem preconceito dos cristãos, preconceitos por sua raça, obvio que há aqueles que fazem por merecer mas não dá para generalizar. Em fim , se esses Jesus é o todo poderoso filho de deus e tudo mais, a história dele é bem cheia de problemas e pelo visto ele mais derrama sangue do que salva alguém com o seu próprio como os cristãos adoram pregar.

domingo, 8 de maio de 2016

O que faz um psicólogo?


O infinito do horizonte, a profundeza dos oceanos e o abismo do precipício: esta poderia ser a descrição de uma paisagem ou ambiente, mas são cenários que elucidam a mente humana, que é considerada um lugar sem restrições. E é aí que entra o psicólogo, profissional responsável por estudar e analisar questões internas do indivíduo, que refletem em seu comportamento.

O psicológico identifica traumas, medos e receios que podem acarretar em uma vida frustrada. “E qual o objetivo de ir ao psicólogo?”, alguns perguntam. A resposta é simples: eles ajudam a superar situações difíceis ou problemáticas.

Importante profissional na atualidade, sobretudo, com as complexidades do mundo contemporâneo, saiba o que faz um psicólogo, as especificidades desta carreira, além das possíveis abordagens da psicologia no nosso artigo de hoje.

Sem contraindicação

Tão relevante quanto saber o que faz um psicólogo, é conhecer o público-alvo do profissional, que equivocadamente é associado a pessoas com transtornos psiquiátricos. Sem restrições, o psicólogo é indicado a todos que possuem insatisfação em qualquer âmbito, seja profissional, pessoal, amoroso ou financeiro.

Pessoas ou crianças que possuem emoções a flor da pele, doenças não diagnosticadas e problemas de relacionamento são alguns dos casos em que é necessário procurar um psicólogo. O acompanhamento com o profissional provavelmente solucionará pendências íntimas, resultando em uma vida mais leve, plena e feliz.

Inúmeras possibilidades de carreira

Profissão em alta, o psicólogo pode atuar em diversos setores, como: instituições de ensino, clubes esportivos, clínicas, consultórios, penitenciárias e hospitais. A área acadêmica e as consultorias de empresas, também são opções atrativas. Destaca-se ainda que os profissionais da área são fundamentais tanto em organizações privadas como públicas.

Outro segmento em evidência é o de recursos humanos, que recentemente tem admitido um número expressivo de profissionais da psicologia, pois estes são capazes de traçar perfis compatíveis com os valores das empresas, além de prestarem atendimento para os colaboradores.



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